Erro

As pessoas erram. Passamos a maior parte do nosso tempo a observar os erros dos outros - por vezes inconstantes, por vezes rotineiros - observamos e criticamos, nem que seja mentalmente.
E é tão grande esta rotina que nem nos apercebemos de que estamos nós próprios a caminhar em direcção a falhas e falhanços, damos por nós a ser tudo aquilo a que dissemos "JAMAIS", damos por nós sendo cópias de pessoas que criticámos.
Eu errei. Errei redondamente para comigo, para contigo e para com os meus ideais. Eu própria ignorei o "Nunca" que havia dito no passado e fiz daquele capítulo mais um falhanço na minha vida.
Mas se errar é Humano, perdoar é DIVINO. O teu perdão fez de mim melhor pessoa, melhor namorada, melhor mulher. O meu erro e o teu perdão fizeram de mim, uma vez mais, a pessoa que sou e mostraram-me, de forma clara, a pessoa que quero ser, a teu lado.


Amo-te. É o sentimento mais puro. <3

um sonho (...)

Um dia conheci uma menina, frágil, sensível, só à espera que alguém lhe desse um pouco de amor, um pouco de carinho, sempre um pouco. Mas até esse pouco parecia muito para ela. O seu único sonho? Ser feliz. Sonho simples demais? Não sei, nem importa, era o dela. Durante anos guardou para si todo o sofrimento, todas as lágrimas, todos os sentimentos calcados por egos maiores que os seres, lutando por esse sonho, dando tudo de si aos outros, muitas vezes sem receber nada em troca, suportando o peso do mundo. Mas como em tudo na vida, chegou o dia em que os pés ficaram cansados de caminhar sempre pelos mesmos trilhos, os braços fartos de carregar com os mesmos problemas, os ouvidos que não conseguiam mais ouvir aquele silêncio ensurdecedor, os olhos mais cansados, a boca que não mais aguentava gritar por ajuda, por um bocadinho de qualquer coisa. O mundo dessa menina tinha desabado e com isso tinham vindo todas as dúvidas e incertezas. Mas é nesses momentos que se descobrem forças desconhecidas, que se tornam visíveis pequenos anjos que vieram para nos fazer sorrir, nem que por instantes. Essa menina que costumava chorar em frente ao espelho, que jurou nunca fazer a ninguém o que a ela lhe haviam feito, encontrou conforto nos braços de um pequeno anjo. (Sem asas nem poderes mágicos, como nos contos de fada) Esse anjo pegou-a ao colo, suportando ele próprio todo o peso da vida, e sarou-lhe cada ferida, secou cada lágrima, olhou e guardou cada sorriso, memorizou cada gesto, roubou todos os beijos, abraços e carinhos, repetiu-lhe ao ouvido 'eu estou aqui, nunca te vou deixar', 'amo-te, venha o que e quem vier'. Entrou na vida da pequenina e jurou não mais sair. Ela? Sem dar conta, tinha alcançado o seu sonho, ser feliz! Quando se apercebeu aproximou-se dele e, ao ouvido como sabe tão bem, disse-lhe 'toda a gente tem direito a um pedacinho do céu - eu encontrei o meu. amo-te'. Essa menina... era eu. Diana Sofia, muito prazer *